Deformidade de Haglund: o osso saliente atrás do calcanhar
Dr. Caio Fábio — CRM-CE 12791 · RQE 8590Resposta rápida
A deformidade de Haglund é uma proeminência óssea na parte de trás do calcanhar que atrita com o calçado e pode inflamar o tendão de Aquiles e a bursa ao redor. O tratamento começa de forma conservadora, com mudança de calçado, alongamento e fisioterapia, e a cirurgia para remover a saliência fica reservada aos casos que não melhoram apenas com essas medidas.

O que é a deformidade de Haglund
A deformidade de Haglund — também conhecida como síndrome de Haglund — é uma proeminência óssea que se forma na parte de trás e de cima do calcâneo, o osso do calcanhar, bem na região onde o tendão de Aquiles se fixa. Se você percebeu um "caroço" ou uma saliência dura atrás do calcanhar, que incomoda principalmente dentro de um sapato fechado, é bem provável que esteja diante desse quadro.
Na literatura internacional, essa deformidade também é conhecida pelo apelido "pump bump" — numa referência aos sapatos de salto com contraforte rígido (o "pump" do inglês), historicamente associados ao atrito constante contra essa saliência. Hoje, o mesmo atrito pode acontecer com qualquer calçado fechado que tenha a parte de trás rígida, não só com salto alto — inclusive tênis de cano mais alto e sapatos sociais usados no trabalho todos os dias.
O ponto importante para entender o tratamento é que o problema raramente se resume ao osso. Bem naquela região, três estruturas ficam espremidas entre si e contra o contraforte do calçado: a própria proeminência óssea, o tendão de Aquiles, que passa logo ao lado, e a bursa retrocalcânea (Lui et al., 2019) — uma pequena bolsa cheia de líquido que normalmente desliza e reduz o atrito entre o tendão e o osso. Quando essas três estruturas são comprimidas de forma repetida, qualquer uma delas — ou as três juntas — pode inflamar, e é essa combinação, não apenas o tamanho do "caroço", que costuma explicar a intensidade da dor.
Isso ajuda a explicar por que o mesmo "caroço" incomoda tanto quem calça um tênis de corrida com o calcanhar rígido quanto quem usa sapato fechado de couro no trabalho todos os dias: em ambos os casos, é a compressão continuada desse conjunto de estruturas — e não o formato específico do sapato — que mantém a inflamação ativa.

Haglund não é esporão: entenda a diferença
Um dos primeiros pensamentos de quem sente essa saliência é "deve ser esporão" — e essa confusão é bastante comum, já que "esporão" praticamente virou sinônimo popular de qualquer dor óssea relacionada ao calcanhar. Mas os dois quadros são diferentes, e entender essa diferença ajuda a direcionar o cuidado certo desde o início.
O esporão de calcâneo clássico fica embaixo do calcanhar, na sola do pé, ligado à fáscia plantar — a faixa de tecido que sustenta o arco e que costuma doer mais nos primeiros passos da manhã. A deformidade de Haglund, por sua vez, fica atrás do calcanhar, envolvendo o tendão de Aquiles e a bursa, e costuma incomodar mais dentro do calçado fechado do que logo ao sair da cama.
Os sintomas também seguem padrões diferentes entre os dois quadros. No esporão de calcâneo — mais precisamente, na fascite plantar associada a ele —, a dor costuma ser pior logo nos primeiros passos da manhã e melhorar um pouco depois que o pé "esquenta". Já na deformidade de Haglund, o padrão costuma ser outro: a dor tende a acompanhar o uso do calçado fechado ao longo do dia, e não necessariamente o primeiro passo ao acordar — muitas vezes é o próprio ato de calçar um sapato mais rígido que desencadeia o incômodo, mais do que o horário do dia.
Tratar a região errada por causa dessa confusão custa tempo: orientações voltadas para a fáscia plantar, por exemplo, pouco ajudam quando o problema real está no atrito entre o tendão de Aquiles, a bursa e o calçado, na parte de trás do pé. Por isso, identificar corretamente qual das duas situações você tem — ou se as duas convivem ao mesmo tempo, o que também acontece — é o primeiro passo antes de qualquer tratamento.
Como a localização, o padrão de piora e o próprio tratamento diferem entre os dois quadros, vale conferir o mapa completo de causas por localização no artigo sobre dor no calcanhar — ele ajuda a diferenciar até os casos em que mais de uma causa aparece ao mesmo tempo, o que não é incomum na prática.
Sintomas: quando o sapato vira inimigo
O sintoma mais característico da deformidade de Haglund é a dor e a vermelhidão na parte de trás do calcanhar, bem no ponto em que o contraforte do sapato encosta na pele. Não é incomum perceber que a dor piora nitidamente com determinado calçado — principalmente os modelos mais fechados e rígidos — e melhora quando você anda descalço ou de sandália, um padrão que costuma chamar atenção de quem já reparou nessa relação direta com o tipo de sapato usado no dia a dia.
Também é comum notar inchaço na região, às vezes visível a olho nu como uma saliência mais avermelhada, e em outros casos perceptível apenas ao passar o dedo sobre o local. Quando o tendão de Aquiles se inflama junto — o que acontece com frequência, já que ele fica bem ao lado da proeminência óssea —, a dor também pode aparecer ao subir escadas, ladeiras ou ao se apoiar na ponta do pé, e a rigidez logo pela manhã, nos primeiros passos, costuma se somar ao quadro.
No início, é comum confundir esse desconforto com uma simples bolha ou calo formado por um sapato novo, já que a sensação de atrito é parecida. A diferença aparece com o tempo: a bolha ou o calo tendem a melhorar quando você troca de calçado por alguns dias, enquanto a dor da deformidade de Haglund tende a voltar assim que você volta a usar um sapato fechado, porque a causa é a própria estrutura óssea, e não apenas o atrito pontual daquele par específico.
A pele sobre a saliência às vezes fica mais espessa ou calejada, como resposta ao atrito constante — uma espécie de calo que se forma na tentativa do corpo de se proteger daquele contato repetido. É comum também que o quadro apareça nos dois pés ao mesmo tempo, já que o formato do calcâneo costuma ser semelhante dos dois lados, embora um deles frequentemente incomode mais do que o outro, dependendo de pequenas diferenças de uso e apoio entre os dois pés.
É bem comum perceber que a dor se torna previsível: muita gente já sabe, antes mesmo de calçar, quais pares de sapato vão incomodar mais — geralmente os mais fechados, com contraforte mais rígido — e quais permitem passar o dia com menos desconforto. Essa relação direta entre o sintoma e o calçado usado é, inclusive, uma das pistas mais úteis para diferenciar esse quadro de outras causas de dor no calcanhar.

Por que a saliência se forma
Não existe uma causa única para a deformidade de Haglund — geralmente é uma combinação de fatores. O formato do osso do calcanhar varia de pessoa para pessoa, e algumas têm uma tendência individual, às vezes repetida na família, a desenvolver essa proeminência mais acentuada. O pé cavo — com o arco mais alto do que o habitual — também costuma estar associado, provavelmente porque altera o ângulo com que o calcâneo se posiciona dentro do calçado.
O tendão de Aquiles encurtado ou mais tenso do que o ideal é outro fator relevante: ele traciona o osso de um jeito que pode favorecer o crescimento da saliência ao longo do tempo. Some-se a isso o uso prolongado de calçado com contraforte rígido — por muitas horas seguidas, dia após dia — e, em corredores, o aumento no volume de treino sem um período de adaptação, o que eleva a exigência sobre essa região a cada passada.
A rotina também conta: quem passa muitas horas seguidas em pé ou caminhando com sapato fechado — no trabalho, em compromissos sociais ou mesmo em viagens mais longas — dá menos chance para a região descansar do atrito entre um uso e outro. Já quem intercala calçados fechados com momentos descalço ou de sandália ao longo do dia costuma dar um alívio natural à região, mesmo sem perceber.
Com esse atrito repetido entre o osso e o calçado, a bursa retrocalcânea — a bolsinha que mencionamos antes, cuja função é reduzir o contato direto entre o tendão e o osso — também pode inflamar, quadro chamado de bursite retrocalcânea. Ela costuma surgir como consequência desse processo, mais do que como uma causa isolada, e ajuda a explicar por que a dor às vezes parece desproporcional ao tamanho da saliência sentida por fora.
Diagnóstico: exame clínico e imagem
Na maioria dos casos, a palpação cuidadosa da região e a sua própria história — quando a dor aparece, com qual calçado ela piora, há quanto tempo você percebeu o "caroço" — já apontam bastante o caminho diagnóstico. O médico observa o formato da região, verifica sinais de inflamação e testa a sensibilidade ao toque no ponto exato da queixa.
Um teste simples costuma compor o exame físico: comprimir lateralmente a saliência óssea, comparando com a pressão direta sobre o tendão de Aquiles um pouco mais abaixo, ajuda o médico a identificar se a dor vem mais do osso, do tendão ou da bursa — uma diferenciação que orienta boa parte da conduta inicial.
A radiografia de perfil, feita com você em pé (com carga sobre o pé), costuma ser o exame inicial mais solicitado, porque mostra bem o formato do calcâneo e o tamanho da proeminência óssea nessa projeção lateral.
A radiografia também ajuda a afastar outras causas de dor na mesma região, como uma fratura ou uma alteração óssea menos comum, embora essas hipóteses sejam bem menos frequentes do que a própria deformidade de Haglund.
Esses passos — exame clínico e radiografia — costumam ser suficientes para orientar o início do tratamento na maior parte dos casos, sem a necessidade imediata de exames mais complexos.
Quando a suspeita é de que o tendão de Aquiles ou a bursa também estejam envolvidos — cenário comum, já que a deformidade de Haglund costuma andar lado a lado com uma tendinopatia insercional do Aquiles —, o ultrassom ou a ressonância magnética podem ser solicitados para avaliar essas partes moles com mais detalhe, incluindo o grau de espessamento do tendão e o volume de líquido dentro da bursa, complementando a informação óssea já obtida na radiografia.
Tratamento conservador: o primeiro caminho
A mudança de calçado costuma ser a primeira e mais importante medida no tratamento da deformidade de Haglund. Priorizar modelos com contraforte macio, ou abertos atrás — como tamancos e sandálias com tira —, e evitar por um período aqueles com a parte de trás mais rígida ajuda a reduzir o atrito direto que mantém a região inflamada; o tempo necessário nesse regime mais protetor varia de pessoa para pessoa, conforme a resposta observada.
Além do contraforte, vale observar o ajuste geral do calçado na região do calcanhar: um sapato largo demais nessa parte faz o pé deslizar e aumenta o atrito a cada passo, enquanto um ajuste adequado, com um contraforte que acompanha o formato do calcanhar sem apertar, tende a reduzir esse movimento repetitivo contra a pele.
Pequenas elevações de calcanhar dentro do calçado podem ser consideradas por um período: ao elevar ligeiramente o calcanhar, elas reduzem um pouco o ângulo de tração do tendão de Aquiles e afastam a saliência óssea do ponto de maior atrito com o contraforte, o que tende a aliviar o desconforto enquanto a inflamação melhora.
Alongamento e fortalecimento excêntrico da panturrilha, orientados por fisioterapia — no acompanhamento do Dr. Caio Fábio, essa etapa é conduzida em parceria com a fisioterapeuta Dra. Lucymilla Guimaro —, costumam compor o restante do plano conservador, junto com o uso de gelo local depois de atividades físicas, para ajudar a controlar a inflamação no dia a dia.
Vale reforçar que esse conjunto de medidas — calçado, calcanheira, alongamento, fisioterapia e gelo — costuma ser usado de forma combinada, não isolada, e a resposta é gradual: raramente a dor desaparece de um dia para o outro, e alguma paciência com o processo costuma ser necessária enquanto a região desinflama.
Quando há uma tendinopatia insercional do Aquiles associada ao quadro, a terapia por ondas de choque pode ser considerada para esse componente. Vale saber que, nesse território insercional, os estudos ainda discordam entre si: um ensaio randomizado mostrou vantagem sobre o exercício isolado (Rompe et al., 2008), enquanto um trabalho mais recente não confirmou esse ganho (Mansur et al., 2021). Por isso a indicação é individual, e faz mais sentido somada ao ajuste do calçado e ao programa de carga progressiva do tendão — que continuam sendo a base do tratamento aqui, já que nenhuma dessas medidas reduz a proeminência óssea em si.
Cirurgia: quando e como é feita
A cirurgia é reservada para quem não apresentou melhora satisfatória depois de meses de tratamento conservador bem conduzido (Morancie et al., 2025) — boa parte dos casos responde ao ajuste de calçado e à fisioterapia antes de chegar a essa conversa.
Antes de indicar a cirurgia, a avaliação costuma incluir exames de imagem mais detalhados, para confirmar com precisão o tamanho da proeminência óssea e o estado do tendão de Aquiles e da bursa — informação que ajuda a planejar exatamente o que será tratado durante o procedimento.
Quando indicada, a cirurgia remove a proeminência óssea que causa o atrito, e trata o tendão de Aquiles e a bursa conforme o que for encontrado durante a avaliação e o próprio procedimento — em alguns casos, o reparo do tendão de Aquiles é feito na mesma cirurgia, quando ele também está comprometido. Técnicas menos invasivas, incluindo abordagens endoscópicas, podem ser uma opção em casos selecionados, a depender das características de cada caso (Alessio-Mazzola et al., 2020).
A decisão de operar ou não é sempre individual, e leva em conta sua rotina, o esporte que você pratica e suas próprias expectativas em relação ao resultado. A recuperação varia conforme a técnica utilizada e a extensão do procedimento — o retorno às atividades acontece de forma gradual, sempre orientado caso a caso, sem um prazo único válido para todo mundo.
Atendimento em Fortaleza e Eusébio
Se você corre pelas ruas e condomínios de Fortaleza e Eusébio, pedala, joga beach tennis na praia, ou simplesmente usa sapato fechado e mais rígido no trabalho todos os dias, a região de trás do calcanhar fica sujeita a um atrito repetido que pode favorecer a deformidade de Haglund. Isso vale tanto para quem treina com regularidade quanto para quem passa a maior parte do dia em ambiente de escritório, com sapato social ou fechado no trabalho.
O Dr. Caio Fábio, ortopedista, Membro Titular da SBOT e Membro da ABTPé (CRM-CE 12791 · RQE 8590), atende em Fortaleza (Meireles) e Eusébio (CE), com estacionamento no local. Para pacientes de outras cidades, estados ou países, a teleconsulta é uma opção para avaliação inicial e orientação sobre os próximos passos. O contato pode ser feito pelo WhatsApp (85) 99826-1867.
Referências científicas (5)
- Rompe JD et al. (2008). Eccentric loading compared with shock wave treatment for chronic insertional Achilles tendinopathy. A randomized, controlled trial. The Journal of Bone and Joint Surgery - American Volume. DOI 10.2106/JBJS.F.01494
- Mansur NSB et al. (2021). Shockwave therapy plus eccentric exercises versus isolated eccentric exercises for Achilles insertional tendinopathy: a double-blinded randomized clinical trial. The Journal of Bone and Joint Surgery - American Volume. DOI 10.2106/JBJS.20.01826
- Lui TH et al. (2019). Minimally Invasive and Endoscopic Treatment of Haglund Syndrome. Foot and Ankle Clinics. DOI 10.1016/j.fcl.2019.04.006
- Morancie NA et al. (2025). Heel Pain: Diagnosis and Management. American Family Physician.
- Alessio-Mazzola M et al. (2020). Endoscopic calcaneoplasty for the treatment of Haglund's deformity provides better clinical functional outcomes, lower complication rate, and shorter recovery time compared to open procedures: a systematic review. Knee Surgery, Sports Traumatology, Arthroscopy. DOI 10.1007/s00167-020-06362-1
Referências verificadas em bases indexadas (PubMed) antes da publicação. O texto resume os achados de forma acessível; a leitura dos estudos originais é recomendada para o aprofundamento técnico.
Perguntas frequentes
O "caroço" atrás do calcanhar some sozinho?
A proeminência óssea em si não regride sozinha — ela é, de fato, um osso, e não tende a diminuir de tamanho espontaneamente. A inflamação ao redor dela, no entanto, pode melhorar bastante com o tratamento conservador, o que costuma reduzir a dor mesmo quando a saliência continua palpável.
Qual calçado usar com deformidade de Haglund?
O critério mais importante é o contraforte: priorize modelos macios ou abertos atrás, como tamancos e sandálias com tira no calcanhar, e evite por um período sapatos com a parte de trás rígida. Quando o calçado fechado é necessário no dia a dia, vale buscar modelos com forro macio nessa região ou considerar um ajuste feito por um sapateiro.
Haglund e esporão de calcanhar são a mesma coisa?
Não. O esporão de calcâneo clássico fica embaixo do calcanhar, ligado à fáscia plantar, enquanto a deformidade de Haglund fica atrás, envolvendo o tendão de Aquiles e a bursa. São dois quadros com localização, padrão de dor e tratamento diferentes, apesar da confusão comum entre os dois nomes.
Ondas de choque ajudam na deformidade de Haglund?
As ondas de choque não reduzem nem removem a proeminência óssea — atuam no tecido mole ao redor, não na saliência do osso. Sobre o componente de tendinopatia insercional que costuma acompanhar o quadro, os estudos ainda discordam entre si, então a indicação é avaliada caso a caso. Quando entram, funcionam melhor combinadas ao programa de carga progressiva do tendão e ao ajuste do calçado que causa o atrito.
Como é a recuperação da cirurgia de Haglund?
A recuperação varia conforme a técnica utilizada e se o tendão de Aquiles também precisou de reparo durante o procedimento. De forma geral, o retorno às atividades acontece de forma gradual e orientada, sem um prazo fixo que sirva igualmente para todos os casos.
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Dor no calcanhar: o que pode ser e como tratar
A dor no calcanhar costuma ter causas diferentes conforme a localização: embaixo, a mais comum costuma ser a fascite plantar; atrás, o tendão de Aquiles e a deformidade de Haglund tendem a ser os principais suspeitos. O tratamento inicial costuma ser conservador — ajuste de calçado, alongamento e fisioterapia —, e uma avaliação especializada é recomendada quando a dor persiste.

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Tendinopatia é o termo amplo usado para alterações dolorosas no tendão, geralmente relacionadas a sobrecarga e a processos degenerativos das fibras — mais comuns na prática clínica do que a inflamação pura sugerida pelo nome popular "tendinite". O tratamento conservador, com ajuste de carga e fisioterapia, costuma ser a base da abordagem, e recursos como ondas de choque e ortobiológicos podem ser considerados conforme avaliação individual.

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A fascite plantar é a sobrecarga do tecido que sustenta o arco do pé, e o sintoma mais característico é a dor no calcanhar logo nos primeiros passos do dia. Na grande maioria dos casos, o tratamento é conservador — alongamento, calçado adequado e fisioterapia —, e as ondas de choque entram como opção nos quadros crônicos que não melhoraram só com essas medidas.
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