Pé Diabético

Úlceras no pé diabético: como tratar e evitar complicações

31 de julho de 20268 min de leitura
Dr. Caio Fábio, ortopedistaDr. Caio FábioCRM-CE 12791 · RQE 8590

Resposta rápida

A úlcera no pé diabético surge da combinação entre perda de sensibilidade, má circulação e pressão repetida sobre a pele, e o tratamento envolve cuidado especializado da ferida, controle da causa de base e, quando indicado, procedimentos complementares. Quanto mais cedo a avaliação especializada acontece, maiores tendem a ser as chances de uma evolução favorável sem complicações graves.

Cuidado com os pés — imagem ilustrativa

O que é a úlcera no pé diabético e por que ela aparece

A úlcera no pé diabético é uma ferida que costuma surgir quando o diabetes, ao longo do tempo, afeta os nervos (neuropatia diabética) e os vasos sanguíneos (vasculopatia) dos pés. Com a sensibilidade reduzida, pequenos traumas, bolhas ou calos podem passar despercebidos, e a circulação mais pobre torna a cicatrização mais lenta.

Fatores como diabetes de longa data, controle glicêmico irregular, deformidades no pé, calos não tratados e calçados inadequados aumentam a chance de uma lesão simples evoluir para uma úlcera. Por isso, entender essa combinação de causas é o primeiro passo para se proteger.

Sinais de alerta que você e sua família devem observar

Vermelhidão persistente, uma ferida que não fecha, secreção, cheiro incomum, calor local ou inchaço são sinais que merecem avaliação. Como a neuropatia pode reduzir a percepção de dor, a lesão às vezes está mais avançada do que o paciente imagina ao perceber o primeiro sintoma.

Se você cuida de alguém com diabetes, a inspeção diária dos pés — inclusive entre os dedos e na sola — é uma das medidas mais importantes que existem. Muitas complicações são identificadas primeiro por um familiar ou cuidador atento do que pelo próprio paciente, exatamente por causa da perda de sensibilidade.

Como é feito o diagnóstico

A avaliação começa com exame clínico detalhado do pé, incluindo teste de sensibilidade (como o monofilamento) e checagem da circulação local. O médico também investiga o histórico de controle da glicemia e outros fatores associados ao diabetes.

Quando há suspeita de infecção mais profunda, podem ser solicitados exames de imagem, como radiografia, e exames laboratoriais. A avaliação costuma envolver uma equipe multiprofissional, já que o cuidado com o pé diabético frequentemente se beneficia da integração entre ortopedista, endocrinologista e fisioterapeuta.

Tratamento conservador e cuidados com a ferida

O tratamento costuma combinar limpeza e desbridamento da ferida (remoção do tecido que atrapalha a cicatrização), curativos apropriados ao tipo de lesão e o chamado offloading — reduzir a pressão sobre a área afetada, muitas vezes com calçados ou órteses específicas. O controle da glicemia, em conjunto com o endocrinologista, é parte essencial desse processo.

Dependendo da avaliação individual, terapias complementares podem ser consideradas, como curativos avançados ou outras técnicas voltadas à cicatrização. A escolha depende do tipo de ferida, da circulação local e da resposta ao tratamento inicial — não existe um protocolo único para todos os casos.

Quando a cirurgia pode ser considerada

Em casos com infecção mais extensa, tecido comprometido ou circulação muito reduzida, uma intervenção cirúrgica — como desbridamento cirúrgico ou avaliação para revascularização — pode ser considerada como parte do plano de tratamento. Essa decisão é sempre individualizada e discutida com o paciente.

A amputação é abordada apenas como último recurso, quando a preservação do pé não é possível mesmo após todas as alternativas conservadoras terem sido consideradas. O objetivo do acompanhamento especializado é justamente reduzir ao máximo essa possibilidade, agindo cedo e de forma contínua.

Atendimento em Fortaleza e Eusébio, com opção de teleconsulta

O Dr. Caio Fábio, ortopedista, Membro Titular da SBOT e Membro da ABTPé (CRM-CE 12791 · RQE 8590), atende em Fortaleza (Meireles) e em Eusébio (CE), com estacionamento no local. O acompanhamento do pé diabético costuma se beneficiar da integração com fisioterapia, oferecida em parceria com a Dra. Lucymilla Guimaro.

Para pacientes de outras cidades, estados ou países, a teleconsulta é uma opção para avaliação inicial, acompanhamento e segunda opinião. O contato pode ser feito pelo WhatsApp (85) 99826-1867.

Uma mensagem para você e para quem cuida

Cuidar de uma úlcera no pé diabético exige paciência, constância e, acima de tudo, acompanhamento especializado desde os primeiros sinais. Se você ou alguém da sua família está passando por isso, saiba que buscar avaliação cedo é um dos gestos mais importantes que podem ser feitos pela saúde do pé — e você não precisa enfrentar esse processo sozinho.

Perguntas frequentes

Úlcera no pé diabético tem cura?

Na maior parte dos casos, a cicatrização é possível com tratamento adequado e controle da causa de base, mas o tempo de evolução e o resultado dependem da avaliação individual — fatores como circulação, controle glicêmico e presença de infecção influenciam diretamente o processo.

Como prevenir uma nova úlcera no pé diabético?

Inspeção diária dos pés, calçados adequados, controle da glicemia e acompanhamento regular com o ortopedista e o endocrinologista são medidas que podem ajudar a reduzir o risco de novas feridas. A prevenção costuma ser tão importante quanto o próprio tratamento.

Quando devo procurar atendimento com urgência?

Sinais como secreção, mau cheiro, febre, vermelhidão que se espalha rapidamente ou dor súbita intensa indicam que uma avaliação não deve ser adiada. Diante de qualquer um desses sinais, procure avaliação especializada o quanto antes.

Qual profissional devo procurar para tratar úlcera no pé diabético?

O ideal é um ortopedista com experiência em pé e tornozelo, muitas vezes em conjunto com o endocrinologista que acompanha o diabetes. Essa combinação ajuda a tratar tanto a ferida quanto a causa de base que favorece seu aparecimento.

Tem dúvidas sobre o seu caso?

Fale diretamente pelo WhatsApp (85) 99826-1867 e agende uma avaliação para uma orientação individualizada.

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